Como combater o jet lag: as dicas do Dr. Bruno Halpern
O primeiro jet lag a gente nunca esquece: 36 horas de viagem entre Hong Kong e Rio de Janeiro me deixaram desnorteada por pelo menos uma semana. Pedi socorro neste post, e muitos leitores compartilharam dicas sobre como se adaptar a um novo fuso horário após viagens muito longas. (Obrigada, gente!)
Um dos tripulantes a deixar comentários foi o Bruno Halpern, que além de campeão absoluto das Charadas de 6ª, é também endocrinologista. Ele estuda distúrbios hormonais relacionados ao sono e ao ritmo circadiano, o ritmo interno do nosso corpo.
Agora, ele generosamente divide com a gente as principais medidas para amenizar os efeitos do jet lag. (As recomendações abaixo estão editadas e resumidas – você encontra informações mais abrangentes no blog do Bruno, em que trata sobre saúde e cultura. Clique aqui para ver na íntegra.)
Quer saber como combater o jet lag? Vai pelo Dr. Bruno:
É melhor viajar no sentido oeste
O nosso corpo se adapta com mais facilidade a dias mais longos do que a dias mais curtos (por isso é mais fácil ir dormir mais tarde do que ir dormir mais cedo, por exemplo).
Nosso ritmo interno se readequa ao ritmo externo, em geral, em uma velocidade de 57 minutos por dia quando viajamos a leste, e 92 minutos por dia quando viajamos a oeste.
Em um fuso de 5 horas, isso significa dizer que levamos 5 dias para nos adaptar por completo quando viajamos a leste, ou 3 dias, quando viajamos a oeste.
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Vale a pena controlar a exposição à luz
Em viagens a oeste, devemos nos expor mais à luz ao entardecer, para que o corpo entenda isso como um prolongamento do dia. Nas viagens a leste, devemos acordar mais cedo, para que a luz da manhã ajude a acelerar o nosso ritmo interno.
Quando estamos em um local com diferença de mais de 8 fusos, devemos evitar a exposição ao amanhecer e ao entardecer – nosso relógio interno pode confundir as mudanças de luz e entender a manhã como tarde, e a tarde como manhã. O uso de óculos escuros ajuda.
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É importante fazer refeições segundo o horário local
Devemos comer nos horário local desde o momento da chegada. Tomar café, pela manhã e sem exageros, é um truque simples que funciona.
Longos cochilos devem ser evitados
Dormir logo ao chegar no hotel pode ser tentador após um vôo cansativo, mas o ideal é não cochilar por mais de 45 minutos, para não atrapalhar o sono da noite.
Uma dica é sair para passear até se sentir bem cansado, e dormir mais cedo neste primeiro dia. É importante tentar dormir bem no início da viagem.
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A melatonina pode acelerar a adaptação
A ingestão do hormônio em horários e dosagem certos, durante os primeiros dias da viagem, é capaz de ajudar o nosso corpo a entrar no ritmo.
Em viagens ao leste, o melhor horário para usar o hormônio seria à noite, ao deitar – quando para o nosso corpo ainda é dia e o hormônio não está sendo produzido por conta própria.
Em viagens ao oeste, quando o sono é interrompido durante a madrugada, em dosagens baixas. (Nota do VnV: Consulte antes o seu médico!)
Mala de bordo nas medidas certas
Na volta para casa, tome as mesmas medidas
Procure não minimizar os sintomas de jet lag no retorno, para se restabelecer adequadamente – vir do oeste é mais sacrificado do que vir do leste.
Muito obrigada pelas dicas, Bruno!
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Comentários
Sempre acho que não tenho jetlag, daí percebo que tenho dormido mais e tenho sono em horários estranhos.
Ótimas sugestões. Viajo com alguma frequência a trabalho e sofro para acordar o cérebro. Valorizo todas as dicas e concordo com elas, entre as quais um ajutório para dormir mais cedo, embora acabe acordando na madrugada. Gostaria de acrescentar a importância de conseguir dormir no voo. Faz toda a diferença. Outra coisa: verifico que a chegada da idade dos “enta” demanda mais descanso.
Sempre que vôo pra Doha/Qatar, eu como muita passa de uva antes e depois da viagem.
Depois de 35 horas de viagem (duas noites sem dormir!!!), cheguei ao hotel na Tailândia, caí no sono, dormi por 15 horas e já acordei às 07h da manhã no horário local! rsrsrsrs