Guia de Lisboa
Lisboa: suba ao Castelo de São Jorge com o eléctrico 12, desça caminhando por Alfama
Um dos mais tradicionais bairros portugueses, Alfama é daqueles locais em que o gostoso é caminhar sem destino. Perder-se entre as ruelas que parecem um labirinto, cheias de escadinhas, declives e eventualmente até uma roupas penduradas em varais improvisados, é uma experiência necessária em Lisboa.
Justamente pelo local não ser plano, uma visita funciona melhor se o turista começar lá de cima, do Castelo São Jorge, e a partir dali ir descendo despreocupadamente.
A partir da praça da Figueira (pertinho da estação do Rossio), pegue o Eléctrico 12, de uma geração de bondes que está em funcionamento em Lisboa desde o início do século 20.
Com interior original em madeira, a viagem sobre os trilhos por si só já é um passeio e tanto. Fique atento: por ser uma linha usada 95% por turistas, o ponto em que se aguarda pelo transporte é visado por batedores de carteira. O trajeto é circular.
Desça no Largo Portas do Sol para ter uma das vistas mais bonitas de Lisboa, de boa parte do bairro de Alfama, com a estátua de um dos padroeiros de Lisboa, São Vicente, que segura um barco e corvos, os símbolos da cidade.
Dali, vá seguindo o fluxo de turistas até a entrada do Castelo de São Jorge, a maravilhosa fortificação construída pelos mouros no século 11.
Informações práticas
Onze de suas torres estão preservadas, assim como os caminhos entre eles por onde se fazia a ronda de segurança do castelo. Os lances de escadas para chegar até elas é puxadinho, mas indo devagar dá para andar por tudo, vendo do alto a beleza da arquitetura local.
Como (de novo) peguei o tempo chuvoso, fiz a visita em bem mais tempo que o normal, para não correr o risco de escorregar nas pedras que servem de “asfalto” de toda a edificação.
Um artista tocava uma melodia medieval em um dos pátios e por conta da acústica, era possível ouvi-lo em boa parte do passeio. O clima era tão de viagem no tempo que a caixinha foi mais do que merecida.
Dentro da muralhas também é possível andar pelo antigo Paço Real (e ver outra das lindas vistas da cidade), conhecer o sítio arqueológico, a exposição permanente de objetos encontrados na área histórica, e a câmera escura (que com um jogo de lentes e espelhos permite observar Lisboa) são outras das atrações a se ver no local.
Dali, antes de sair Alfama abaixo, pare no mirante de Santa Luzia, para outra linda vista panorâmica da cidade. Fez selfie? Show. Agora é hora de sair andando pelo bairro.
E se o preparo físico não permitir todas as paradas, saiba que o Eléctrico 28 (que sai da estação Martim Moniz, na Linha Verde do metrô) também passa pertinho de vários dos pontos de interesse citados aqui.
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Tudo é pitoresco. Das construções absolutamente coladas umas nas outras, às pequenas portinhas de onde moradores podem sair de repente, enquanto você está tirando uma foto da fachada da casa deles. Entre escadinhas e ruelas que parecem não estar levando ao mesmo caminho da rua de cima (e não estão mesmo), ande sem pressa.
Uma das paradas interessantes é a Igreja de Santo António de Lisboa (rua Pedras Negras, 1 – tel. 351/218-869-145), onde o casamenteiro (que também é venerado na cidade) nasceu, em 1195. O local também comporta um museu com itens relacionados ao santo, como algumas de suas relíquias.
Outra é a Catedral da Sé (Largo da Sé – tel. 351/218-866-752), a mais antiga catedral de Lisboa, construída em 1147, quando o primeiro rei de Portugal conquistou a cidade dos mouros. Ali estão a pia em que Santo Antônio foi batizado quando criança, relíquias de São Vicente e ruínas atribuídas aos romanos e visigodos.
Há ainda a Igreja de Santo Estêvão (Largo de Santo Estêvão, tel. 351/218-866-559), cuja construção inicial data do século 12, apesar de ter sido reconstruída depois do terremoto de 1755, e o Mosteiro de São Vicente de Fora (Largo de São Vicente – tel. 351/218-824-400), erguido a partir de 1582 quando D. Afonso Henriques mandou construir um templo em homenagem ao santo.
Mas as atrações não são apenas religiosas. O Panteão Nacional, por exemplo, apesar de estar dentro da igreja de Santa Engrácia, traz o último descanso de figuras portuguesas importantes, como vários presidentes da república, escritores como Almeida Garrett e artistas como Amália Rodrigues.
Informações práticas
Ali pertinho é onde acontece, as terças e sábado, o mercado de pulgas da Feira da Ladra (Campo de Santa Clara, tel. 351/218-170-800), onde artigos de segunda-mão e artesanatos são vendidos.
Descendo ainda mais, a Casa dos Bicos, onde hoje está a Fundação Saramago, é uma construção do século 16 que foi uma das poucas a ter sobrevivido ao terremoto de 1755.
Informações práticas
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Entre as atrações e mesmo no caminho labiríntico em Alfama, várias são as opções de cafés e restaurantes. Não experimentei nenhum deles, mas meu caminho me levou a sair quase do lado da Menina Sardinha (Campo das Cebolas, 40 – tel. 351/218-871-738 ), onde acabei tomando um saboroso sorvete e comprando várias geleias diferentonas, tudo made in Portugal.
Heloísa viajou a convite do Turismo de Lisboa.
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Comentários
O fura fila no Castelo de São Jorge é só com visita guiada? e tem que comprar antes? Ou dá pra comprar no dia? Porque vou ficar hospedada bem perto da Praça da Figueira e vou chegar umas 10h35 da manhã em Lisboa. Então, pensei em fazer no primeiro dia… mas a gente nunca pode precisar horário, então não queria comprar antes…
Olá, Ana Paula! Dá para comprar pelo aplicativo perto da hora para não precisar enfrentar a fila da bilheteria.