Iguaçu: acidente foi no passeio mais perigoso

Lancha do Aventura Náutica se aproximando das cataratas

Na minha última viagem a Foz do Iguaçu, em 2009, testei os dois passeios de lancha que chegam perto das cataratas.

O brasileiro — Macuco Safari — me impressionou pela organização e fluidez.

Já o argentino — Aventura Náutica –, apesar de bagunçadão, me impressionou pela ousadia e pela emoção. Chegava tão perto das quedas d’água, que na na comparação pareciam montanha russa (o argentino) e roda gigante (o brasileiro).

Pois bem: ontem a ousadia do passeio argentino resultou num acidente com duas mortes. A lancha bateu nas pedras do Salto San Martín (onde o passeio brasileiro não chega) e virou. As duas vítimas eram turistas americanos: um homem de 72 anos que teve traumatismo craniano, e uma moça de 26 que se afogou.

Enquanto o La Nación diz que “o naufrágio causou comoção entre a população missioneira, já que foi o primeiro a acontecer neste ponto turístico”, o Clarín transcreve declaração do intendente de parques nacionais Daniel Costra, que afirma “há mais de 10 anos não ocorria um acidente deste tipo”.

O passeio é repetido dezenas de vezes todos os dias sem incidentes e é provavelmente bem menos arriscado que uma voltinha de bugue com emoção em Genipabu. Mas vale o alerta: se você quer um passeio de barco que não dá nenhuma sopa para o azar, faça o do Macuco.

Leia:

Página-guia de Foz do Iguaçu no Viaje na Viagem

Macuco Beleza

El lado argentino

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Comentários

Márcia Reis
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Esse foi o passeio mais maravilhoso que fiz na vida, radical sim, mas bastante seguro. Agora se a pessoa tem medo desse tipo de aventura não vai, deixe para quem gosta. E de preferência não leve criança pequena, ela não vai se divertir e pode ser perigoso pra ela

Tania Meingast
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Fiz o Macuco e achei bem radical. Com uma beleza daquela, o passeio podia ser bem mais contemplativo do que de aventura. Só li depois sobre o acidente, caso contrário, não teria feito… quer saber o que mais eu achei? acessa lá https://tripchic.com.br/escolha-uma-das-alternativas/

Monique
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Opino exatamente o contrario e de fato fui vizinha por anos de uma menina que morava com sua avô, os pais vítimas do passeio Macuco, acidentes acontecem, até nos Vôos de Helicóptero dos EUA…

Denise
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Bom dia:

Fizemos o passeio do macuco e a aventura náutica em 2010. Confesso que gostei mais da aventura náutica, embora o macuco seja muito bom,muito bom mesmo.Mas quando vi o acidente pelos noticiários senti muito!!!Alguém pode me informar como está a questão da segurança após o acidente do lado argentino? Obrigada

Anderson
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Srs,

Gostaria que me informasse por que a liberação de crianças de colo para um passeio extremamente radical como é esse do Macuco Safari. De fato, é muito emocionante, principalmente quando se está com um BEBÊ de 10(DEZ) MESES no colo, o barco jogando nas corredeiras, pessoas dementes gritando, tendo que levar um banho ao ponto de sofrer uma certa asfixia, para depois passar longo período encharcado de água e sentindo frio até o regresso do barco. Chega a ser o cúmulo do absurdo colocar um colete em bebê de 10 meses como equipamento de proteção para ludibriar o turista.Com certeza, o equipamento salvaria a vida dele caso caisse nas corredeiras…Não é verdade???? Foram R$ 240,00 gastos para ver o meu filho chorar em desespero e, eu sem nada poder fazer…O que me causa revolta é que, por diversas vezes, perguntei aos monitores, antes de embarcar, se havia restrição do acompanhante(bebê) e foram categóricos: ” Não… De forma alguma…O passeio é muito tranquilo.” Emocionante!!!…Emocionante mesmo, são as nossas Instituições qua não funcionam…Cadê o Ministério Público????
Com certeza atribuirão a responsabilidade aos pais, mesmo considerando o fato de nunca terem participado do passeio antes e, não poderem mensurar a periculosidade da “brincadeira”
Bom…Se o Ministério Público no Paraná não funciona, quem sabe…A Imprensa.

    Amaro – Recife

    Anderson,

    na boa: não precisa ter participado antes para perceber a periculosidade da brincadeira. À distância, dos mirantes, é perceptível o risco envolvido em uma atividade que margeia grandes cataratas. Imaginar que aquele mundaréu de água não ia incomodar uma criança com menos de 1 ano de idade foi, digamos, muito otimismo.

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